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Sábado à tarde o "Ambicioso" havia me ligado pra mandar um beijo e dizer que tava indo pra região do oceânica depois do curso. Lamentei, disse que eu queria muito vê-lo, mas que tudo bem. É né? Só porque eu fico a semana toda esperando (nem tããão) anciosamente pelo nosso encontro, não quer dizer que você precisa pensar duas vezes antes de me dizer que não vai rolar. Ok, ok, eu estava de tpm. Mas não disse nada disso à ele, parei no "Que pena, queria lhe ver.".
Uma hora depois eu tava coberta de poeira limpando minha mesa e chorando como uma boboca. Ahh, os prazeres de ser mulher... Fico tão carente quando eu estou de tpm. Só quero colinho... Nisso eu tava revirando uns papéis que me lembravam de algum ex, aff..., quando o celular tocou novamente. O "Ambicioso". (?!)
"Oi, já terminei minha prova e eu pensei que já que eu vou pra região oceânica e devo passar perto da sua casa, talvez a gente pudesse se ver rapidinho." Que fofo! Claro que sim, né?! E ficou combinado dele me ligar lá pras 18h.
Antes disso ele me ligou pra dizer que não ia rolar. Ele tinha chegado em casa e não tinha carro disponível pra ele. Logo ele iria pra casa de praia de ônibus mesmo então "deixa pra lá" (palavras dele). Aff... Enquanto eu lutava pra controlar minha tpm chorona, disse que fiquei triste porque realmente queria muito vê-lo. Acho que ele sacou a veracidade da situação pelo meu tom de voz. "Você tá triste mesmo?", respondi que sim, que eu não tava bem, de tpm e que vê-lo me faria melhor.
Surpreendentimente ele diz, "Então eu vou aí. Só vou pra casa de praia mais tarde mesmo... Dou uma passada pra te ver primeiro." Mal acreditei! Essa foi a primeira vez que ele demonstrou real "vontade" (esse vontade deve ser interpretado com muita vontade) de me ver. Tipo, loucura total, te amo e vou sair do meu caminho só pra ficar com você alguns segundos porque você vale muito a pena! Tá, exagero, mas eu realmente gostei dessa disposição, ainda mais que ele é um velho, sempre tem um motivo pra não fazer as coisas. Tá sempre cansado, com sono, com preguiça, ou algo relacionado...
Resolvemos que seria melhor nos encontrarmos no bairro onde ele mora pois eu havia combinado de sair pra comer com a minha irmã e o namorado rico, por lá mesmo, mais tarde. Enquanto eu tomava banho ouvi o som de um torpedo chegando ao meu celular. Imaginei que fosse minha irmã. Quando fui vê tomei um susto! O "Mac" resurgiu das cinzas e me mandou o seguinte "Oi, tô por perto. Quer vir aqui?". Aff... Porque não me liga desgraçado?! Custa? Que frieza. Que cara de pau. Não podia ter me ligado e me chamado pra jantar? Pra tomar um chopp? Qualquer coisa!! Não, mais fácil mandar um torpedo escrito "Venha me dar." Vai pro caralho.
Então sem dó nem piedade, não respondi ao torpedo e fui me encontrar com o "Ambicioso". Ele chegou atrasado (como pode se mora à algumas quadras do local onde marcamos?). Como sempre deu uma leve reclamada sobre a minha saia, que realmente merecia, mas eu gosto dele e azar o dele.
Ficamos meio sem rumo. Andamos pra um lado e para o outro. Meus tornzelos começaram a doer, apesar do salto não ser muito alto. Durante o papo fui pensando se eu deveria confessar sobre o HPV, mas não disse nada. Até porque eu andei pesquisando e descobri que 80% das mulheres sexualmente ativas contraem algum tipo de HPV alguma vez na vida. E que em 90% dos casos o corpo elimina o vírus sozinho. O único medo mesmo é que alguns tipos podem virar cancêr, então tem que tratar. Mas também descobri que eu não tenho com certeza HPV, só suspeita. A médica me passou um remédio pra tomar antes de fazer outro teste. Vai dá tudo certo. Por isso também resolvi não falar nada com o "Ambicioso". Acho que ele ficaria muitíssimo grilado. O que não é legal, ainda mais quando eu não tenho certeza se tenho ou não...
Ele comentou que achava que não iria mais pra região oceânica então eu aproveitei pra convidá-lo pra jantar comigo, minha irmã e o namorado endinheirado. A idéia era um rodízio japonês. Ele expressou a sua preocupação com o preço, mas acabou topando.
A noite foi super divertida. Comemos muito sushis, sashimis e todos os outros "is" que haviam no menu. Durante o jantar o assunto "você não me beija" surgiu novamente. Paramos e conversamos mais uma vez. E acho que dessa vez ele foi mais compreensivo. Até me deu beijinhos esporádicos no final da noite. A conta foi uma facada e por baixo da mesa eu passei 20 dinheiros pra ele ficar mais feliz. Acho que nem precisava, ele pagou de bom grado, sem fazer cara feia.
Na hora de ir embora, pegamos um táxi patrocinado pelo "Namorado Rico", que nos acompanhou até a porta de casa. O "Ambicioso" perguntou se eu queria que ele fosse também, mas eu disse que não precisava porque se não ele iria ter que voltar pra casa sozinho de ônibus. Mas eu gostei muito da preocupação. E essa, por sinal, foi tanta, que pouco depois de termos chegados em casa, ele me ligou pra perguntar se eu havia chegado bem. Ai, sem comentários, né? Amei...
No domingo eu liguei pra ele pois haviamos semi-combinado uma praia à tarde. Mas ele tava trancado dentro de casa! O irmão dele saiu, trancou a porta e ele não tinha como sair. Aff... Como ele não tava fazendo muita questão de arrumar uma maneira de se livrar da "prisão", eu disse que se ele quisesse sair mais tarde, que me ligasse.
Fui fazendo minhas coisas e honestamente não imaginei dele me ligar. Mas mais uma vez ele me surpreendeu. Marcamos um cineminha.
Esperando a sessão começar, fomos pra varanda que dá pra Baía de Guanabara, onde todos os casais se amassam um pouquinho. Teste de fogo, pensei comigo. Impossível não dá uns amassos ali. Era praticamente tradição! Mas eu queria ver qual seria a do "Ambicioso". Até porque, eu já me prometi que não vou mais falar nada sobre sexo. Quero ver até onde vai o apetite, ou melhor, a falta de apetite sexual dele.
E mais uma vez, surpresa! Estávamos conversando normalmente, até meio distantes, até que ele começou a me puxar, me beijar, me abraçar e disse "Tô com saudade de você." Sabendo muito bem o que isso significava, resolvi provocar: Mas você me viu ontem. "Não, tô com saudade da outra você. A você pelada pra mim." Ui!!! Amei!! Demos um leve e discreto amasso ali apoiados nas grades. Teve uma hora que ele sugeriu que vendessemos os nossos bilhetes de cinema e fôssemos pra outro lugar! Que isso! Esse não é o homem com quem eu ando saíndo!
Dentro da sala do cinema, esperando começar "30 Dias de Noite", ele começou a me atacar novamente! Me beijou muiiito! (?!?!) Quem é você e o que você fez com o "Ambicioso"! hahaha! Colocou minha mão em lugares proibidos pra menores e acho que se não tivesse ninguém sentado perto, ia rolar uma aparição especial! hehehe! Durante metade do filme ele ficou grudado comigo me fazendo carinho, me alisando, me apertando e querendo ir pra lugares inapropreados pro local! Mas eu tava me divertindo horrores! É assim que eu gosto, com vontade de mim!
Terça-feira eu apresentei meu trabalho final de graduação. Meu "Spa Urbano". Fiquei com 7.5. Achei que eu merecia muito mais, mas tudo bem, o importante é que eu acabei!! Êêêê! Então agora, eu sou semi oficialmente arquiteta! Semi porque ainda falta a formatura em si e pegar meu CREA. Mas já tô no fim do caminho.
Nessa mesma noite saí pra comemorar com a família. Bebemos, rimos, brigamos e nos divertimos pra caramba. Fui durmir bêbada e meia hora depois o "Ambicioso" me ligou. Nem sei como eu consegui atender o telefone porque quando tocou eu me lembro de ter pensando: não acredito que já está dispertando. Hahaha! Ele ficou sem graça por ter me acordado. Falei com ele que eu virei arquiteta e que tinha saído pra comemorar. Acho que ele disse algo sobre comemorarmos também, mas eu tava muito bêbada (de vinho e sono) pra lembrar.
No dia seguinte eu tentei ligar pra ele pra falar com ele direito. Mas não consegui, tocou, tocou e ninguém atendeu.
Na quinta eu fui até a faculdade assisti a banca de uma amiga, a "Morena", porque nós iámos sair pra "bebemorarmos" o nosso novo título de arquitetas. Fomos parar num buteco conhecido do centro do Rio. Nós duas e mais duas amigas, uma também recém arquiteta. Logo saímos de lá porque estávamos azuis de fomo.
Antes de irmos comer uma pizza, fomos fumar um no carro. Fiquei bem alegre e contente. E acho que meio que paranóica também porque eu tava me achando chata e achando que as pessoas não estavam gostando da minha presença. Aff... Fomos comer pizza.
Nas conversas chegamos à conclusão que estamos ficando velhas. Amadurecendo. Estamos ficando com vontade de cozinhar, limpar, nos arrumarmos mais. Isso é o relógio biológico querendo arrumar um macho. hehehe Instintos não são o máximo?!
Depois da pizza fomos jogar sinuca. Onde eu fui olhar meu celular pra ver se minha mãe tinha tentado me ligar. Pra minha surpresa quem tentou me ligar foi o "Ambicioso". Mais tarde eu fui olhar o celular novamente e ele havia me ligado uns 2 minutos depois que eu tinha guardado o celular da primeira vez que eu olhar. Conclusão, não conseguimos nos falar.
Fomos pra outro bar onde encontramos com um dos homens da "Morena". Meio afeminado, muito diferente do tipo com quew ela costumo sair. Mesmo sendo afeminado, abraçava e beijava ela sempre. Notei inclusive que ela tava sem graça, porque ela é do tipo de pessoa que não demonstra essas coisas em público. Na hora de irmos embora, ele ficou muito tempo beijando ela. Que inveja que eu me peguei sentindo. O "Ambicioso" não é assim comigo...
Ontem eu fui comemorar com o pessoal do escritório onde um outro estagiário também tá se formando comigo. E por ele fiquei sabendo de uma possível vaga no escritório da namorada dele, que eu acho muiiito linda. Fiquei de mandar meu currículo pra lá. Vamos torcer, né?
E hoje eu tava anciosa pra comemorar com o "Ambicioso", mas ele me ligou e disse que só era pra mandar um oi porque ele ia pra casa de praia dele pois está em obra (ele é engenheiro). Fiquei muito triste, ainda mais que eu tô de tpm e chorando feito criança de meia em meia hora.
Mas pra minha alegria ele me ligou um pouco depois e disse que iria passar aqui perto e queria saber se podia me ver rapidinho. É claro, né? hehehe Mas parece que os sentimentos estão evoluindo...
Tive uma notícia muito da mais ou menos. Fui pra ginecologista essa semana porque já fazia mais de um ano que eu não ia. E como eu tô promíscua (hahaha) demais ultimamente, achei bom pedir uns exames de DSTs. Minha irmã me informou ontem que o consultório ligou e que eu estou com HPV! Aff! Fiquei roxa! Na mesma hora fui vê do que se tratava essa porra e se eu ia morrer ou se alguma parte do meu corpo ia apodrecer e cair. Pro meu alívio, nada disso. É uma DST bastante comum e se pega só de tocar, então nem a camisinha resolve. E pelo que eu li vai embora sozinho. Não tenho nenhum sintoma, que são verrugas nas partes baixas (nojento). Só tenho um problema agora, como é que eu conto uma coisa dessas pro "Ambicioso"?
Na sexta eu mandei um torpedo pro "Ambicioso" que lia o seguinte: "Tô com saudades! Quando é que te vejo? Me liga. Beijos!" Achei que assim eu transmitia a minha vontade de vê-lo, mas ao mesmo tempo dava espaço pra ele decidir quando era melhor nos encontrarmos.
O que eu já percebi com o "Ambicioso" é que ele tá com medo. Medo esse que eu também passei a sentir após os fins sucessivos dos meus relacionamentos relacionamentos. Principalmente os desse ano com o "Alcóolatra" e com o "Depressivo". Tomei duas porradas das boas. Aliás, nunca expliquei como foram esses relacionamentos, não é? Em outro post falarei deles com mais detalhes pra vocês entenderem melhor de onde veio o medo.
Até agora eu sempre mergulhei de peito aberto nos meus relacionamentos, sem medo nenhum de ser feliz. Arrisquei todas as vezes e até agora tudo que eu tenho é história pra contar e um coração cheio de band-aid. E então, quando o "Depressivo" terminou comigo, eu decidi dá um passo (largo), pra trás. E me prometi ficar solteira um tempo pra poder me curar das feridas e também a não mergulhar em novos romances assim, na cara e na coragem. Cansei de namoros relâmpagos... E eu estou vendo que o "Ambicioso" está na mesma situação.
Voltando à história... No sábado eu tava abandonada em casa, terminando meu trabalho final de graduação. Mas no meio da tarde eu já tava de saco cheio de olhar pra cara do autocad (programa de computador utilizado por arquitetos, engenheiros... pra desenhar), então resolvi ligar pro "Ambicioso". Toca, toca, toca e ninguém atende. Bem, mais uma vez a "mulher" bem resolvida que há dentro de mim me disse pra eu não ligar mais. Afinal, já havia mandado um tropedo no dia anterior e agora ele veria que eu liguei pra ele. Se ele quissesse me ver, ele me ligaria.
Repeti o mantra do auto controle inúmeras vezes: Eu não vou ligar, eu não vou ligar. Na verdade liguei, mas não foi pro "Ambicioso", foi pra "Doidinha" pra vê se ela tava de bobeira e queria dá uma volta. Isso já eram umas 21h. Mas quem atendeu foi o namorado dela e disse que ela havia saido com a família. Aff...
Pra minha salvação, minha irmã me chamou pra ir à um rodízio com ela e o namorado endinheirado dela. Tudo pago. Como eu não ia fazer mais nada mesmo, e ainda por cima tava morrendo de fome, topei.
Assim que eu fui pro meu quarto pra me arrumar, meu telefone tocou. Era 21:30. Adivinha quem era. Ele mesmo, o "Ambicioso". Começou se desculpando por só estar retornando o meu torpedo aquela hora. Depois disse que tava na casa de praia dele na região dos lagos. Merda, pensei comigo mesma. Logo disse que tinha acabado de chegar lá, mas já tava saíndo. Fiquei me perguntando o que ele foi fazer lá pra ter ido e agora estar voltando tão rapidamente.
Ele tava com uma voz de cansado. Me perguntou se eu já tinha alguma coisa pra fazer. Respondi que ia dá uma volta perto de casa com a minha irmã e o namordado dela. "Tem como a gente se vê?", foi a pergunta dele. "Bem, quanto tempo você vai levar pra ir daí até aqui?", foi minha resposta. Ele disse que em 1h estaria passando pra me pegar, então calculei 1h e meia, ele dirigi que nem uma velhinha.
Logo ele estava me ligando dizendo que já estava chegando e me perguntando onde nós (eu, minha irmã e o namorado rico) estávamos. Chegou no rodízio, sentou e conversou um pouco. Explicou que tava triste porque ele tinha acabado de levar o cachorro dele pra casa de veraneio porque ele tava mordendo todo mundo. Ahhh, por isso a ida relâmpago. Nos despidimos do casal pra tomar rumo próprio.
Ele me perguntou onde eu queria ir. E pra minha surpresa perguntou se eu queria ir pro motel! Nem acreditei, ele falando essas coisas... Topei. Fomos nós mais uma vez explorar mais uma dos muiiiitos moteis que existem por essas áreas. Cada vez a gente experimenta um novo. Tô adorando! Demos o azar de entrar num que era bem caro, então não fiz questão de hidromassagem, pedimos um quarto simples mesmo...
Quarto simples, grande e com cara de vazio. Cara de "acabei de me mudar". Pelo menos não tinha decoração brega, em compensação, não tinha "dimmer", pra ajustar as luzes. Ou acesas, ou apagadas. E quem faz sexo com as luzes apagadas?! Hahaha! Como sempre começou cheio de fogo. Nos beijamos, abraçamos, apertamos durante bastante tempo. Quando eu já tava enlouquecida, praticamente emplorando pra ele me... não tem jeito bonito de falar, me fuder (ui, que vulgar! hahaha), ele começou a dá pra trás. Disse que não tinha camisinha e blablabla.
Impossível! Estamávamos num motel, algum lugar ali havia uma camisinha e eu estava determinada a encontrá-la. Levantei e fui até a saleta, que é onde normalmente eles deixam. E não deu outra. Um pacote bonitinho, fechadinho em cima do frigobar. Mas restava um problema: será que ele ia "guentar"?
Pra minha surpresa, consegui colocar a danda sem muitos problemas (dele, é claro). Ele não broxou. E conseguimos transar. Eu por cima. Porém, logo ele começou a ficar cansado. Aff... Que homem fouxo é esse?! Eu disse que queria mudar de posição. Então fizemos uma manobra radical pra não desencaixarmos (pra ele não correr o risco de broxar), e ele ficou por cima. Ficamos um tempo nessa quando ele começou a reclamar que tava cansado. Eu sugeri que a gente mudasse pra eu de quatro, já que é uma posição que cansaria ele menos. Com certa relutância, e medo, ele topou.
E terminamos assim. Melhor, ninguém terminou assim, só as penetrações mesmo porque eu não consigo gozar só com penetração (sad but true) e ele pelo jeito também não. Mas fomos criativos e resolvemos os nossos "problemas".
O que me irrita nele é a falta aparente de tesão que ele tem por mim. No começo é fantástico, ele me agarra, me puxa, me beija... Mas no decorrer das nossas 4h, esse tesão todo vai indo embora! Quando eu tava louca pra transar com ele, ele parecia não tá nem aí. Não sei se isso é porque desanima colocar a camisinha, ou sei lá o que. Já perguntei se ele queria fazer sem, já que estamos saindo já faz um tempo e eu não ando transando com mais ninguém (essa parte eu não quis comentar, hehehe). Mas ele disse que não, que era melhor pra nós dois se a gente continuasse a usar a camisinha. Tá, né?
E minhas reclamações não param por aí não. Ontem, domingo, eu liguei pra ele na hora do almoço pra saber se ele queria pegar um cinema mais tarde. Ele topou, não inventou desculpas e nem veio com os papos de "ah, tô tão cansado". Na verdade ele ficou de me ligar mais tarde. E ligou pra dizer que já tava em casa, ele tava na rua quando eu liguei pra ele, e que ia assisti o final do jogo do Flamengo e depois me ligaria. Adorei a "satisfação". Aliás, isso eu não posso reclamar dele. A gente não fica se ligando, mas ele sempre liga quando diz que vai e sempre justifica pisadas na bola e afins.
Quando deu umas 19:30 ele tava aqui pra me buscar. Eu tinha visto o horário dos filmes e o que eu queria assiti, "A Lenda de Beowulf", só ia passar às 21h. Achei que ele não ia querer assisti, que ia falar que era muito tarde e que ele ia ter que trabalhar cedo no dia seguinte e blablabla... Mas não, topou na hora. Quanto mais a gente sai, menos ele fica de palhaçada nesses sentidos. Ainda bem.
Ficamos conversando antes do filme sentados na praça de alimentação. O assunto foi do nosso usual: nossas preocupações com nossas carreiras (ele também tá se formando agora) e depois mudou de rumo e começamos a falar dos nossos relacionamentos passados e coisas que não apreciávamos. Foi muito bom. Assim eu vou descobrindo cada vez mais porque ele age do modo que age.
Só sei que no final das contas, assistimos o filme, comemos o pastelão mais uma vez. E mais uma vez eu me senti mal com ele constantemente evitando me beijar. Quando toquei no assunto ele falou o que ele sempre fala, que eu sou boba e tô vendo coisas onde não existe. Mas eu não estou maluca. Tá realmente me encomodando. E ele não tá se esforçando muito pra resolvero problema. Quando veio me trazer e me deu o beijo de despedida, logo parou, riu e disse: Tá vendo, eu te beijo e você quer ficar beijando por 3h! Aff...
E você, me dá um beijinho?
Tô meio desaparecida por conta do meu trabalho final de graduação. Desde domingo estou trabalhando nele praticamente em todos os meus horários livres. Hoje eu "acabei" e fui entregar na faculdade. Lugar onde há muito não colocava os pés. Esse semestre não tive aulas. Não pode fazer matérias junto com o trabalho final.
Então não ir à faculdade não significa que eu não saia de casa. Todo dia pro estágio. Que é looonge. Pego 3 conduções pra chegar lá em quase 2 horas. Já não aguento mais! Também não tem muito o que aguentar, eles não efetivam e logo estarei desempregada. Que medo!
E agora? Te pergunto! O que faz uma arquiteta recém formada? Os programas de treinee para os quais me inscrevi não deram em nada. Tenho uma possibilidade no escritório de uma amiga, mas a minha monitora de Projeto V também trabalha lá, e aparentemente, não gosta muito de mim porque já foi fazer fofoca. As contas não vão parar de vir enquanto eu não tiver recebendo.
Tô ficando desesperada! Tô perdida. Sei o que quero fazer, mas não sei como chegar lá. Como se conquista clientes? Ainda mais quando você nunca construiu nada. Alguém vai confiar em mim?
O "Ambicioso" e o "Mac" sugeriram que eu tentasse o mestrado, que tem até bolsa de uns mil reais. Mas sinceramente, não me interessa. Sempre odiei pesquisar! Não é agora que eu tô me livrando da "escola" que eu vou tomar gosto pela coisa, não é verdade?
E pra variar um pouquinho vou deixar uma imagem do meu projeto de trabalho final. Quem sabe assim alguém não me contrata. hahaha!

Tinha ficado combinado de saírmos, eu e o "Ambicioso", no feriado de terça. Supostamente sairíamos pra um passei à tarde. Isso foi marcado por telefone do domingo, no fim da tarde. Então criou-se a espectativa. E essa permaneceu desde domingo à noite até o momento do encontro.
Acordei naquele dia já empolgada, imaginando o que a gente poderia fazer de bom. Na verdade não precisei nem acordar pra pensar nele, pois eu havia sonhado com o próprio. Resolvi ser paciente e dá um tempo antes de ligar pra ele.
Às 14h eu liguei. Afinal, era pra ser um encontro à tarde e já tava na hora de concretizar os planos. Mas chamou, chamou e ninguém atendeu. Tentei o telefone do quarto dele, mas nada também. Então tá. Agora ele já sabe que eu liguei, quando ele tivesse a fim de falar comigo, me retornaria.
Uma hora depois meu telefone tocou. Eu já de saco cheio de ficar em casa em pleno feriado. Ele disse que me daria uma "meia furada". E o que isso significa? Significa que ele iria passar na casa do primo, pois este tava em caso de vida ou morte, e que a gente teria que sair mais tarde e, consequentimente, mas rapidinho. Tudo bem. Não surtei. Disse que sem problemas. E mais uma vez aguardei, anciosamente.
Ele veio me buscar era mais ou menos 19:45. Quando perguntei pra onde iríamos, disse que não pensou em nada específico, talvez dá uma volta pelo shopping. Isso eu morrendo de fome. Não comi nada porque sempre que a gente sai, é pra comer. Mas pelo que deu pra entender, ele não queria gastar dinheiro.
Fomos pro shopping e ficamos dando umas voltas. Ao contrário do que normalmente acontece, foi ele quem ficou parando em frente às vitrines pra olhar roupa. Eu, sempre o macho da situação... Aff. E então sentamos num sofá e ficamos conversando até eu tomar coragem de declarar a minha fome. Sugeri ir à um rodízio de massas e pizzas, mas ele disse que o restaurante onde que queria ir era muito contra-mão.
Ele disse que não tava com fome. E eu arregalhei os olhos e incrédula perguntei: Você? Sem fome?! Comeu antes de sair de casa, né? E a resposta foi positiva, ou seja, ele realmente não queria gastar dinheiro. Coitado, nem posso chamar de pão-duro porque a gente sempre vai pra uns lugares legais pra comer...
Acabamos numa pastelaria. Argh! Mas o shopping já tava fechando e ele insistiu que a gente fosse lá. Comi um pastel de meio metro quadrado! Sério, era um monstro de pastel! E até que tava bom.
Enquanto ainda esperávamos pelos pasteis, ele me abraçou. Até estranhei, ele não é muito dessas coisas. Já meio conformada com o fato dele não gostar de beijar, dei uma fungada no cangote dele. "Tá me cheirando?", ele me perguntou sorrindo. "Sim, já que não posso te beijar, né?", foi a minha resposta. "Lá vai você com essa bobagem.", mas não me beijou.
Eu então virei pra ele e disse que eu percebi que o que me encomoda não é o fato dele não ser beijoquiero, mas sim o fato dele me evitar quando eu vou beijá-lo. Mais uma vez ele disse que eu tava sendo boba e desconversou. Um tempinho depois fui confirmar que o que eu tava dizendo não era coisa da minha cabeça. Tentei o beijar e ele esquivou.
Depois da pastelaria, ele me levou direto pra casa. Ainda eram 22h. Tudo bem que no dia seguinte teríamos que trabalhar cedo, mas ainda tava cedo demais pra ir pra casa.Então ele me deu um beijo de despidida, o primeiro e único da noite (fora os estalinhos), e eu pedi ele pra ficar um pouquinho comigo ali no carro.
"Pra que?", foi minha resposta. "Ué, pra ficarmos juntos mais um pouquinho." Eu juro que eu não ia agarrá-lo. Ele disse que já tinhamos passado aquele tempo "todo" juntos e que ele tinha que acordar cedo no dia seguinte. "Não tô pedindo pra você ficar até 1h da manhã, só quero 20 min." Mas mesmo assim ele repetiu tudo e ainda disse que não via propósito.
Entrei em casa bufando e quase chorando. Merda. Peguei o telefone pra esbravejar com a minha prima.
Gente, eu tô ficando maluca? Não tem algo seriamente errado nessa situação toda? Ao mesmo tempo que eu penso "Poxa, ele fez questão de vir me ver, mesmo que fosse por pouco tempo e sem fazer nada demais", eu também penso "Porra, gosta tanto de mim que fez questão de não ficar mais 20 min. comigo." Há algo errado. Não sei o que é.